Cozinha
Cozinha — o azulejo fica, tudo o resto renova
Antes
Depois
A cozinha dos anos 80 tem tudo o que o tempo cansou: os armários de madeira escura e fórmica amarelada, o fogão que serviu uma geração, o frigorífico coberto de ímanes, a lâmpada fluorescente. E tem, quase sempre, a peça mais valiosa da casa escondida à vista de todos: o azulejo.
O que fica. O azulejo azul e branco, restaurado e limpo — arrancá-lo seria apagar a assinatura portuguesa da casa e pagar caro por isso. A tijoleira do chão, recuperada e vedada, e a disposição dos armários, que já estava certa.
O que muda. As frentes dos armários repintam-se em verde-sálvia com puxadores de carvalho — a mudança com melhor relação custo/impacto que uma cozinha pode receber. As bancadas passam a pedra clara, a lâmpada fluorescente dá lugar a focos quentes e a um pequeno pendente sobre o lava-loiça, os eletrodomésticos modernizam-se, e a mesa de fórmica é substituída por uma mesa redonda de carvalho para os pequenos-almoços. No fim, os balcões respiram: uma tábua de madeira, uma taça de limões, um ramo de oliveira.
Renovar não é apagar — é escolher o que merece ficar e dar-lhe uma casa à altura.
Visualização do processo do atelier — esvaziar, recuperar e compor o ambiente com o mobiliário e a decoração Lume.
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